O lua, tu que és tão linda
ó lua, tire-me daqui,
E leve-me a ti.
Lua, lua, lua
Lia, lia, liam.
Que palavras lindas elas escreviam.
Olhando a lua.
Tão linda,
Linda de ver e escrever.
Ai, lua,
não vês que estou apaixonada?
Então, venha aqui lua, venha.
E acabe com a alma desapontada.
terça-feira, 20 de agosto de 2013
A menininha de chorar
Era uma vez, uma menina que sonhava em ser poeta. Passava todos os segundos contando letras, decorando palavras novas. Buscando em seus sentimentos tudo que poderia transmitir, transbordar.
Seu maior sonho era que chorassem enquanto lessem seus poemas. Queria aparecer, sim, queria aparecer. Era um insaciável desejo por carinho. Queria ser elogiada, adorada, ter um nome, ser amada.
Um dia tomou coragem, sentou em sua mesa e procurou o maior número possível de palavras difíceis. Procurou todos os seus sonhos, desejos e medos.
Nunca escrevera poesia antes, mas já poetizara. Já era poeta. Escreveu, apagou, escreveu. E juntou o pozinho da borracha com suas ideias e passou para o papel. Pronto, encheu-se de orgulho. Ninguém viu, se importou e chorou além dela. Mas a partir desse dia a menininha sonhadora pôde se amar, junto com seus personagens.
Seu maior sonho era que chorassem enquanto lessem seus poemas. Queria aparecer, sim, queria aparecer. Era um insaciável desejo por carinho. Queria ser elogiada, adorada, ter um nome, ser amada.
Um dia tomou coragem, sentou em sua mesa e procurou o maior número possível de palavras difíceis. Procurou todos os seus sonhos, desejos e medos.
Nunca escrevera poesia antes, mas já poetizara. Já era poeta. Escreveu, apagou, escreveu. E juntou o pozinho da borracha com suas ideias e passou para o papel. Pronto, encheu-se de orgulho. Ninguém viu, se importou e chorou além dela. Mas a partir desse dia a menininha sonhadora pôde se amar, junto com seus personagens.
domingo, 4 de agosto de 2013
Chat
Abro a conversa. Olho. Minimizo. Passeio pelo feed. Abro de novo, leio conversas mais antigas. Nossa, não devia ter dito isso, ai, esse dia foi muito legal. Começo a ler o texto que devo ler, não tô prestando atenção, desisto, leio os comentários, não quero. Olho aquela conversa, parada há quase um mês. Que saudade que eu tô. Quero perguntar, mas dá aquele medinho. Leio o texto, dessa vez consigo ler, bem interessante.
Vamos lá, a coragem tá quase vindo, lembra que ele vivia me dando conselhos, quando um era importante para o outro. Por que deixamos de ser? Por que agora parece que somos pessoas de mundo diferentes? Ei, eu quero falar contigo.
Todos esses motivos parecem válidos, então por que eu tô aqui só olhando o chat? Será que tem mais alguém interessante online? Eu quero falar com ele, mas ele quer falar comigo? Vem coragem, vem coragem, vem coragem.
Ela me toma aos dedos. Foi, parece um alívio, mas será que ele vai responder? Por que ainda não visualizou? Espera, espera, espera.
Ele responde, comemoro. Agora é só esperar fluir, ou inventar uma desculpa boba. Não, vamos deixar fluir, vamos fazer diferente dessa vez, até porque as coisas não se repetem e é claro, para fazermos um novo fim, já que estamos começando um novo começo.
Vamos lá, a coragem tá quase vindo, lembra que ele vivia me dando conselhos, quando um era importante para o outro. Por que deixamos de ser? Por que agora parece que somos pessoas de mundo diferentes? Ei, eu quero falar contigo.
Todos esses motivos parecem válidos, então por que eu tô aqui só olhando o chat? Será que tem mais alguém interessante online? Eu quero falar com ele, mas ele quer falar comigo? Vem coragem, vem coragem, vem coragem.
Ela me toma aos dedos. Foi, parece um alívio, mas será que ele vai responder? Por que ainda não visualizou? Espera, espera, espera.
Ele responde, comemoro. Agora é só esperar fluir, ou inventar uma desculpa boba. Não, vamos deixar fluir, vamos fazer diferente dessa vez, até porque as coisas não se repetem e é claro, para fazermos um novo fim, já que estamos começando um novo começo.
terça-feira, 16 de julho de 2013
Eles passarão, eu passarinho
Quando era pequena estudava em uma sala com janelas e era tão interessante, as aulas não me importavam mais, a vida estava lá fora.
Imaginava a vida de cada pessoa que passava naquela rua, de cada morador do prédio em frente, a árvore, o pombo, o beija-flor, o fio, as pessoas trabalhando, empregadas com cachorros, professores fumando, carros de funcionários, a chuva.
A a chuva, quando chovia era impossível prestar atenção, o frio, a chuva, o seu barulho batendo na janela, a preguiça.
Imaginava o dia em que seria livre, que moraria sozinha, que não teria mais que vir á escola.
Suas notas começaram a cair e todos os professores falaram "Continua olhando o passarinho, porque eles passarão e você passarinho."
E isso realmente aconteceu, um dia no meio da aula a menina diminuiu, diminuiu até virar um passarinho, ela de despediu da escola e dos amigos, foi até a janela e saiu voando, livre e se foi.
Gostava da escola, mas já queria viver, tinha seu ninho, ia para onde queria na hora que queria.
Mas até hoje em suas aulas preferidas ela aparece na janela e fica olhando a aula e vivendo a rua.
Imaginava a vida de cada pessoa que passava naquela rua, de cada morador do prédio em frente, a árvore, o pombo, o beija-flor, o fio, as pessoas trabalhando, empregadas com cachorros, professores fumando, carros de funcionários, a chuva.
A a chuva, quando chovia era impossível prestar atenção, o frio, a chuva, o seu barulho batendo na janela, a preguiça.
Imaginava o dia em que seria livre, que moraria sozinha, que não teria mais que vir á escola.
Suas notas começaram a cair e todos os professores falaram "Continua olhando o passarinho, porque eles passarão e você passarinho."
E isso realmente aconteceu, um dia no meio da aula a menina diminuiu, diminuiu até virar um passarinho, ela de despediu da escola e dos amigos, foi até a janela e saiu voando, livre e se foi.
Gostava da escola, mas já queria viver, tinha seu ninho, ia para onde queria na hora que queria.
Mas até hoje em suas aulas preferidas ela aparece na janela e fica olhando a aula e vivendo a rua.
terça-feira, 9 de julho de 2013
Mas uma de Nove de Julho
Você é importante
Sinto carinho por você
Como é bom te ver
Mesmo estando tão distante.
Pula coração
Pode saltar
Pode ser alegrar
Porque é afeição.
E desse afeto, desses oito toques positivos
O meu dia esta feito, nada de defensivos.
Estou apenas feliz
É possível?
Brincar de ser feliz por vezes?
Quando nos sentimos amados
Ficamos encantados
Apaixonados, como quiser.
Estou feliz e ficarei assim assim quando você vier.
Estou a esperar
Beijos pros que sorriram
Pois sorrio em conjunto
Parabéns pra vocês que me fazem sentir tão bem.
Sinto carinho por você
Como é bom te ver
Mesmo estando tão distante.
Pula coração
Pode saltar
Pode ser alegrar
Porque é afeição.
E desse afeto, desses oito toques positivos
O meu dia esta feito, nada de defensivos.
Estou apenas feliz
É possível?
Brincar de ser feliz por vezes?
Quando nos sentimos amados
Ficamos encantados
Apaixonados, como quiser.
Estou feliz e ficarei assim assim quando você vier.
Estou a esperar
Beijos pros que sorriram
Pois sorrio em conjunto
Parabéns pra vocês que me fazem sentir tão bem.
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Porta Aberta
Tudo desabou, pensava, mas se impedia de sonhar, até que descobriu que as coisas poderiam dar certo.
Se permitiu sonhar, sonhar alto, estava histérica, mas estava feliz, pela primeira vez dormiu o suficiente para sonhar por três dias seguidos.
Sonhou como se ele fosse a versão compacta de todos, de todos que sempre desejou e nunca possuiu, imaginou todas as cenas possíveis, como todos os garotos, todas as suas qualidade.
Acordou do sonho e reparou que era apenas um estranho, apenas um Cara-Gato. Um Cara-Gato, atrás de uma porta, um quadro vivo, um sonho que virou verdade e de verdade virou mentira e mesmo que sonhos sejam feitos de mentiras, quando elas não sou verdadeiros são apenas pensamentos.
Se permitiu sonhar, sonhar alto, estava histérica, mas estava feliz, pela primeira vez dormiu o suficiente para sonhar por três dias seguidos.
Sonhou como se ele fosse a versão compacta de todos, de todos que sempre desejou e nunca possuiu, imaginou todas as cenas possíveis, como todos os garotos, todas as suas qualidade.
Acordou do sonho e reparou que era apenas um estranho, apenas um Cara-Gato. Um Cara-Gato, atrás de uma porta, um quadro vivo, um sonho que virou verdade e de verdade virou mentira e mesmo que sonhos sejam feitos de mentiras, quando elas não sou verdadeiros são apenas pensamentos.
Libertar-se é Preciso
Nascera achando que teria liberdade saindo de uma barriga que ficara presa por nove meses.
E foi crescendo e ouvindo "não" e cada vez engolia mais suas vontades e as deixava cozinhando como um bebê na barriga.
E nesse anseio por liberdade ia se perdendo com sua imaginação na cabeça, e sentia vontade de gritar, de fugir, de ir morar em seu mundo, mas quando abria a boca era para dizer "Tudo bem".
E com esse grito mudo, saía de casa, ia tentar achar essa liberdade onde ninguém poderia achá-la.
Primeiro era o cinema, mas o celular a achou. Foi então até a livraria e lá ninguém poderia vê-la ou ouvi-la, ela podia gritar em silêncio e o fez e lá permaneceu, infinita, livre, até a hora de voltar para casa.
Texto de:26/06/2013
E foi crescendo e ouvindo "não" e cada vez engolia mais suas vontades e as deixava cozinhando como um bebê na barriga.
E nesse anseio por liberdade ia se perdendo com sua imaginação na cabeça, e sentia vontade de gritar, de fugir, de ir morar em seu mundo, mas quando abria a boca era para dizer "Tudo bem".
E com esse grito mudo, saía de casa, ia tentar achar essa liberdade onde ninguém poderia achá-la.
Primeiro era o cinema, mas o celular a achou. Foi então até a livraria e lá ninguém poderia vê-la ou ouvi-la, ela podia gritar em silêncio e o fez e lá permaneceu, infinita, livre, até a hora de voltar para casa.
Texto de:26/06/2013
Assinar:
Postagens (Atom)