Traço o meu traço
Traçado no passo
Preso em um compasso
De um pedaço, te caço.
Caço a minha caça
Caçada na casa
Preso na jaula
E passa.
Traço, te caço.
Casa, você em jaula
Minha, meu.
Caça traçada.
domingo, 17 de novembro de 2013
sábado, 9 de novembro de 2013
Traçado
Reconheço o meu traço torto
Traçado na mesa
Um sentimento morto.
Mas um traço com beleza.
Reconheço meu traço torto
Traçado no peito.
Pequeno, sentimento broto
Deitado em seu leito.
Jaz aqui um traço torto
Apagado na mesa.
Já quase esboço de sentimento.
Traçado e acabado pela limpeza.
Traçado na mesa
Um sentimento morto.
Mas um traço com beleza.
Reconheço meu traço torto
Traçado no peito.
Pequeno, sentimento broto
Deitado em seu leito.
Jaz aqui um traço torto
Apagado na mesa.
Já quase esboço de sentimento.
Traçado e acabado pela limpeza.
sábado, 19 de outubro de 2013
Surto
Primeiro só queremos falar, mas vão nos reprendendo e colocando para baixo, até que quando rebaixados o suficiente nos calamos.
E então surtamos e só queremos gritar, os loucos são os que falam, mas não podemos gritar, nossos gritos são convertidos em lágrimas mudas, para que ninguém possa ver que surtamos.
Até que uma coisa horrível acontece, algo que tememos e esperamos, para que podemos gritar e chorar e todos aceitarão ou fingirão que aceitarão a nossa loucura.
Em terra de "normal" quem assume, fala, grita e chora é louco, os que deixam de se esconder são os loucos.
E então surtamos e só queremos gritar, os loucos são os que falam, mas não podemos gritar, nossos gritos são convertidos em lágrimas mudas, para que ninguém possa ver que surtamos.
Até que uma coisa horrível acontece, algo que tememos e esperamos, para que podemos gritar e chorar e todos aceitarão ou fingirão que aceitarão a nossa loucura.
Em terra de "normal" quem assume, fala, grita e chora é louco, os que deixam de se esconder são os loucos.
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
S.Ó.S
S.O.S estamos sós.
Só pensamos no eu.
Mas falamos em nós.
Só pensando no que é seu.
Socorro, nós existe?
Seria legal pensar em grupo.
Mas esse individualismo persiste.
A gente existe?
Gente existe?
Ou só existe a gente?
Só pensamos em nossa própria mente.
Mas seres humanos somos nós.
S.O.S estou só.
Só pensamos no eu.
Mas falamos em nós.
Só pensando no que é seu.
Socorro, nós existe?
Seria legal pensar em grupo.
Mas esse individualismo persiste.
A gente existe?
Gente existe?
Ou só existe a gente?
Só pensamos em nossa própria mente.
Mas seres humanos somos nós.
S.O.S estou só.
sábado, 7 de setembro de 2013
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Quando a saudade aperta
Quando a saudade aperta você sente, você sabe que seu coração tá pequeno e que você gostaria de estar com essa pessoa, e meu Deus, ela tá a 1.125,13 quilômetros de distância. Sim, eu pesquisei. Eu queria ouvir um bah bem alto e depois ela falando "Ele falou isso pra ti?" Essa segunda pessoa com erre puxado e uma cantilação inconfundível.
Ai, queria estar com a minha amiga que tanto importa pra mim e queria ensiná-la a ouvir funk descente, funk carioca, nada de funk do Sul. Rir das bobeiras e claro fofocar. Tentar imaginar como é a Redenção, a comida, as pessoas, o frio que não se compara enquanto você conta como se fosse a tua casa.
Muita, mas muita saudade de ti, guria.
Enquanto você rouba a minha carioquês, eu roubo a tua gauchês, já me perguntaram se eu era gaúcha esse mês. Mas é assim, amigas pegam o jeito de falar uma da outra. É interessante como a gente gosta de pessoas que moram longe, e por mais que sejamos tão diferentes e de mundo mais ou menos diferentes me sinto interligada á você de um jeito estranho.
Esse foi o meu jeitinho estranho de contar como eu estou com saudade e como você é importante para mim.
Ai, queria estar com a minha amiga que tanto importa pra mim e queria ensiná-la a ouvir funk descente, funk carioca, nada de funk do Sul. Rir das bobeiras e claro fofocar. Tentar imaginar como é a Redenção, a comida, as pessoas, o frio que não se compara enquanto você conta como se fosse a tua casa.
Muita, mas muita saudade de ti, guria.
Enquanto você rouba a minha carioquês, eu roubo a tua gauchês, já me perguntaram se eu era gaúcha esse mês. Mas é assim, amigas pegam o jeito de falar uma da outra. É interessante como a gente gosta de pessoas que moram longe, e por mais que sejamos tão diferentes e de mundo mais ou menos diferentes me sinto interligada á você de um jeito estranho.
Esse foi o meu jeitinho estranho de contar como eu estou com saudade e como você é importante para mim.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Exílio do Barraco
Minha terra tem costureiras
Que estão a trabalhar;
As mulheres que aqui trabalham
Não trabalham como lá.
Minha terra tem horrores
Que não voltaria a encontrar
Aqui trabalho dia e noite
Mas comida não encontro lá.
Minha mãe é costureira,
e está a trabalhar.
Não permita, Deus, que da pobreza morram
Antes que minha mãe possa encontrar,
sem ver meu irmão sozinho a assaltar
Sem que eu aviste as mulheres
Que continuarão a trabalhar.
As mulheres que aqui trabalham
Não trabalham como lá.
Minha terra tem horrores
Que não voltaria a encontrar
Aqui trabalho dia e noite
Mas comida não encontro lá.
Minha mãe é costureira,
e está a trabalhar.
Não permita, Deus, que da pobreza morram
Antes que minha mãe possa encontrar,
sem ver meu irmão sozinho a assaltar
Sem que eu aviste as mulheres
Que continuarão a trabalhar.
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